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Diferença entre Lesão Aguda e Crônica do Tendão de Aquiles: Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico

22 de fev. de 2025
3 min de leitura

Atualizado: 4 de mar. de 2025

O tendão de Aquiles é o maior e mais forte tendão do corpo humano, sendo essencial para a locomoção e o desempenho de atividades físicas. No entanto, está sujeito a lesões que podem ser classificadas como agudas ou crônicas, dependendo do tempo de evolução e das características da lesão. Enquanto a ruptura aguda ocorre de maneira súbita, geralmente associada a um trauma ou esforço intenso, a lesão crônica é progressiva, resultante de um desgaste gradual do tendão.

Neste artigo, exploramos as principais diferenças entre a lesão aguda e crônica do tendão de Aquiles, com ênfase no diagnóstico e nas opções de tratamento, especialmente o cirúrgico.


Diferença Entre a Lesão Aguda e Crônica do Tendão de Aquiles


Lesão Aguda do Tendão de Aquiles

A ruptura aguda do tendão de Aquiles ocorre de maneira súbita, frequentemente durante atividades esportivas que exigem acelerações ou mudanças bruscas de direção, como corrida, salto ou futebol. O paciente pode relatar a sensação de um estalo na panturrilha, acompanhado de dor intensa e incapacidade de apoiar o pé no chão.


ilustração rotura Aquiles
demonstrativo rotura Aquiles


Tempo de Evolução

  • Ocorre de forma imediata, com perda abrupta da função do tendão.

  • Sintomas evidentes logo após o evento traumático.

  • Diagnóstico feito em poucas horas ou dias após a lesão.


Diagnóstico

  • Teste de Thompson: Compressão da panturrilha sem resposta de flexão plantar indica ruptura completa.

  • Ultrassonografia: Confirma a presença de descontinuidade no tendão.

  • Ressonância Magnética: Indicada para casos de dúvida diagnóstica ou para planejamento cirúrgico.


Tratamento Cirúrgico

A reparação cirúrgica precoce é recomendada para restaurar a função do tendão e reduzir o risco de reruptura. O procedimento pode ser realizado por:

✔ Sutura aberta tradicional – Utilizada em rupturas extensas ou em pacientes com alta demanda funcional.


tecnica aberta

✔ Técnica minimamente invasiva (percutânea) – Associada a menor taxa de complicações relacionadas à cicatrização e infecção.

✔ Reconstrução com enxerto autólogo – Quando há falha na qualidade do tecido tendíneo remanescente.

Após a cirurgia, o protocolo de reabilitação inclui imobilização inicial e fisioterapia progressiva para restaurar a força e a mobilidade.


minimamente invasivo brasilia

Lesão Crônica do Tendão de Aquiles

A tendinopatia crônica do tendão de Aquiles é uma condição degenerativa que se desenvolve ao longo do tempo devido ao uso excessivo, microtraumas repetitivos e processos inflamatórios não resolvidos. É comum em corredores e atletas de alto rendimento, mas também pode afetar indivíduos sedentários com fatores predisponentes, como alterações biomecânicas ou uso inadequado de calçados.


Tempo de Evolução

  • Progressivo ao longo de meses ou anos.

  • Sintomas iniciais de dor e rigidez, agravando-se com o tempo.

  • Pode evoluir para uma ruptura crônica em estágios mais avançados.


Diagnóstico

  • Histórico clínico de dor persistente e redução da mobilidade.

  • Ultrassonografia Doppler: Evidencia degeneração e neovascularização patológica do tendão.

  • Ressonância Magnética: Mostra áreas de degeneração e calcificações, auxiliando na decisão terapêutica.


Tratamento Cirúrgico

Casos avançados, especialmente aqueles com falha no tratamento conservador, requerem intervenção cirúrgica. A abordagem depende do grau de degeneração tendínea:

✔ Desbridamento e reparo primário – Remoção de tecido degenerado e reforço do tendão remanescente.

✔ Transferência tendínea (Flexor Hallucis Longus - FHL) – Indicada para lesões extensas, em que o tendão de Aquiles está severamente enfraquecido ou apresenta perda significativa de estrutura. O tendão do flexor longo do hálux é utilizado para reforçar a função do Aquiles e restaurar a biomecânica do tornozelo.

✔ Alongamento gastrocnêmio-solear – Para aliviar sobrecarga na região tendínea.

✔ Reconstrução com enxerto ou matriz biológica – Alternativa para lesões complexas.

O pós-operatório envolve fisioterapia rigorosa e retorno gradual às atividades físicas.


Conclusão

A principal diferença entre a lesão aguda e crônica do tendão de Aquiles está no tempo de evolução e no tipo de dano causado ao tendão. Enquanto as rupturas agudas requerem reparo imediato para restaurar a função, as lesões crônicas podem necessitar de transferência tendínea e outras técnicas cirúrgicas para garantir a recuperação adequada.

Se você apresenta dor persistente no tendão de Aquiles ou sofreu uma lesão recente, busque avaliação especializada. O tratamento precoce pode evitar complicações e garantir uma reabilitação mais eficaz.


📌 Agende uma consulta com um especialista para avaliar seu caso e iniciar o melhor plano de recuperação!


📌 Resumo Rápido (Bullet Points)

✔ Lesão aguda do tendão de Aquiles ocorre de forma súbita, geralmente em esportes de impacto.

✔ Lesão crônica se desenvolve ao longo do tempo devido ao desgaste progressivo do tendão.

✔ Sintomas da lesão aguda: dor intensa, estalo audível e perda da função do pé.

✔ Sintomas da lesão crônica: dor persistente, rigidez e fraqueza progressiva.

✔ Tratamento cirúrgico da lesão aguda: sutura aberta, técnica minimamente invasiva ou reconstrução com enxerto.

✔ Tratamento cirúrgico da lesão crônica: desbridamento, reforço com enxerto ou transferência do tendão flexor longo do hálux (FHL).

✔ Reabilitação pós-cirúrgica: imobilização inicial seguida de fisioterapia para restaurar a força e mobilidade.

✔ Atenção! Se você apresenta dor no tendão de Aquiles ou suspeita de lesão, consulte um ortopedista para avaliação e tratamento adequado.

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